Tudo começou na sexta-feira, bem cedo.
Na quinta-feira, às 16h, recebi um telefonema do Paulo Pons, o Palique, diretor do filme. Ele disse que as gravações começariam por volta das 5h30 do outro dia. “Se tu puder, vai lá amanhã pra gente se conhecer”, disse ele. Eu fiquei impressionado com a história de vida do Palique e me espelho nisto: ele conseguiu sair da cidade e obteve um sucesso imenso no Rio de Janeiro. Tomei isto tudo como lição para minha própria vida.
Ainda na quinta-feira, recebi um telefonema do Frontino Junior, meu amigo e mais conhecio como Juninho, me convidando para acompanhar ele nas gravações, pois o seu sobrinho, Andrew Caldeira Moraes, de apenas 10 anos, tinha sido convidado para atuar em uma cena do filme. Eu tinha pensado em ir pro local de gravação por volta das 7h da manhã, mas após o convite decidi ir para lá bem mais cedo: ás 4h30 da manhã.
Na sexta-feira, cheguei na casa do Juninho e logo já chegou a Danielle, ou Dani, como é chamada. Muito simpática, nos levou até a casa do pai do Palique, o Darlan Pons, onde todo o pessoal estava tomando café da manhã. Ao contrário do que pensava de ante-mão, foi algo totalmente normal conhecer a Bárbara Borges e vê-la tomando café da manhã enquanto estava ainda um pouco “inchada” de dormir. Ela é uma pessoa muito legal e simpática. Todo o pessoal tava ali, toda a equipe.
Fomos para o rio Piratini e logo que a luz do dia começou a dar seu brilho, começaram as gravações. Estive junto o tempo inteiro. Eu tinha liberdade total, podia fazer o que quisesse. A Bárbara era como que uma pessoa comum, a 1m de mim. O Andrew gravou o tempo todo. A Bárbara começou a gravar quando eram já 11h da manhã.
O público começou a chegar eram 10h da manhã. Queriam tirar fotos, mas o rapaz da produção falou, “não pode tirar foto nem de máquina e nem de celular, se tiraram é para apagar”. Me deu um frio na barriga, pois eu já tinha tirado mais de 100 fotos (CEM FOTOS). O Juninho comentou, “não te preocupa, tu pode, eles deixam, tu tomou café da manhã com eles”. Sorri e me aliviei.
A tarde tive de ir a Pelotas. O sono era tanto (dormi só 2 horas durante a noite), que perdi o ônibus. Voltei para Pedro Osório e ainda deu tempo de ver o povo reunido sob a neblina para ver as gravações na Agrosul, do Clairto. Ao final, o ator Emiliano deu autógrafos e foi muito simpático.
O público, porque eram muitos, atrapalhou um pouco. No outro dia, o pessoal foi almoçar numa fazendo. O almoço era só para a equipe e familiares; e eu fui convidado
mas outro dia eu conto sobre esse almoço.
Até a próxima.